Agricultores e estudantes debatem a reforma da previdência com deputado Professor Lemos

Agricultores e estudantes debatem a reforma da previdência com deputado Professor Lemos

Na manhã desta sexta-feira (01.03), esteve no Assentamento Valmir Mota, em Cascavel, o deputado estadual Professor Lemos (PT), cumprindo agenda que está fazendo em todas as regiões do estado levando o debate sobre a nova reforma da previdência.

Juntamente com representante do gabinete do vereador Paulo Porto (PCdoB), o deputado travou o debate sobre a reforma com agricultores da comunidade e estudantes do Colégio Estadual do Campo Aprendendo com a Terra e com a Vida.

A reforma foi apresentada ao congresso nacional na semana passada, e já está causando bastante preocupação, principalmente para a classe trabalhadora, que será a mais afetada. “ Não é a reforma da previdência, é a nova previdência que irá retardar a contribuição principalmente dos mais velhos”, disse o deputado.

Com a reforma apresentada pelo Governo Bolsonaro, não basta apenas a idade mínima, o contribuinte vai precisar ter a idade e mais o tempo mínimo de contribuição. Ou seja, agora a idade mínima para o homem se aposentar é 65 anos, com um período de contribuição de 20 anos.

Para Lemos, as mulheres e os agricultores serão os mais afetados com este projeto. “A agricultura familiar está ameaçada por este projeto, pois, ficando fora do sistema, muitas famílias vão querer migrar para a cidade”, enfatizou o deputado.

Para o vereador Paulo Porto, estes espaços de diálogo são muito importantes para a classe trabalhadora, pois, é importante entender que essa é uma reforma que retira direitos. “É uma reforma que privilegia os bancos e penaliza os pobres”, destaca Porto.

Tanto para o vereador quanto para o deputado estadual, o momento é de mobilizar os trabalhadores para este debate, pois precisam juntar forças e não deixar esta reforma passar. “É fundamental todos se mobilizarem para que a gente possa ter o direito sagrado de se aposentar, e poder usufruir da riqueza produzida por nós, na nossa velhice”, ressalta Paulo Porto.