Após seis dias de greve, coletores de lixo voltam aos trabalhos

Após seis dias de greve, coletores de lixo voltam aos trabalhos

Depois de seis dias de greve, os coletores de lixo de Cascavel voltaram ao trabalho na última quinta-feira (20/03). Na audiência entre os trabalhadores e a empresa O.T Ambiental/Engelétrica ficou estabelecido o reajuste salarial de 12,5%, além da responsabilidade dos empregadores em prestar auxílio médico aos funcionários e acréscimo no vale alimentação e adicional por assiduidade.

Convocada pelo Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e Ambiental de Cascavel), a paralisação foi iniciada no dia 17 de março. Dos cerca de 350 trabalhadores da empresa, 30% permaneceram em atividade, mantendo o índice previsto pela legislação. As equipes de varredores não aderiram à greve. Os coletores pedem um reajuste de 20%, plano de saúde sem descontos nos salários e vale alimentação de R$ 300.

A greve dos coletores foi pautada pelo vereador Paulo Porto (PCdoB) que cobrou um acompanhamento dos colegas de Legislativo às justas reivindicações dos trabalhadores. “Nosso mandato tem lado, de caráter classista, posicionado junto às bandeiras da classe trabalhadora. Declaramos apoio e nos colocamos à disposição da categoria, pois é papel desta Casa [Câmara] acompanhar de perto essa greve, pois trata-se de uma empresa que ganhou um processo de licitação milionário, que recebe constantes aditivos para prestar um serviço público”, disse na ocasião do início da paralisação.

O vereador também apresentou requerimentos ao Executivo e a O.T. Ambiental/Engelétrica, além de entregar em mãos da secretária do sindicato, Angêla Maria de Oliveira, cópia do contrato entre o município e a empresa. Apesar de não conseguirem a reivindicação inicial, Paulo Porto classificou como positiva a mobilização da categoria. “Os trabalhadores levantaram suas pautas justas e legítimas e conseguiram uma vitória que é resultado de mobilização, da luta do sindicato e da união dos trabalhadores”, concluiu o vereador.

A empresa terá 75 dias para cumprir todas as cláusulas do acordo. Também ficou decidido que os dias parados não serão descontados dos trabalhadores, porém a empresa pediu a compensação de no máximo duas horas de trabalho por dia até que a limpeza da cidade seja normalizada.

Crédito: Júlio Carignano