Criado comitê para discutir Casa de Passagem Indígena

Criado comitê para discutir Casa de Passagem Indígena

Na última quinta-feira (20/02), reuniram-se na antessala da Câmara vereadores, representantes da Secretaria de Assistência Social, Ministério Público, Conselho Comunitário e outras lideranças para discutir a formação de um comitê para a Casa de Passagem em Cascavel. A reunião foi comandada pelos vereadores Romulo Quintino (PSL), Gugu Bueno (PR) e Claudio Gaiteiro (PSL). O próximo encontro está marcado para o dia 19 de março, às 16h. Os nomes dos representantes e suplentes devem ser encaminhados à Câmara, através de ofício, em até sete dias.

Durante a reunião foi definido o grupo de trabalho que forma o Comitê: Secretaria de Ação Social, representando o Executivo, Câmara Municipal, Ministério Público, Defesa Civil, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e o Adolescente (CMDCA), Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDM), Conselho Tutelar, Sindicato Rural Patronal e Conselho Comunitário.

A criação do Comitê é resultado da audiência pública realizada em outubro de 2013. A audiência apontou ainda a necessidade da Casa de Passagem Indígena enquanto política pública – hoje inexistente no município – voltada a esses povos em situação de vulnerabilidade social. No entanto, após os moradores da região sul manifestarem-se claramente contra a instalação da Casa na área que havia sido destinada, foi deliberada a necessidade de constituição de uma comissão paritária para deliberar sobre a construção da Casa, que já conta com recursos orçamentários previstos no PPA (Plano Plurianual).

A construção da Casa de Passagem é um projeto da Secretaria de Ação Social de Cascavel, autoridades do município de Nova Laranjeiras, secretarias do Estado do Paraná, representantes indígenas e do Ministério Público. Quem desenvolve o projeto é a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná). O complexo indígena está sendo projetado para ter dois módulos com capacidade para 20 pessoas cada, além de um centro de convivência, onde os indígenas poderão comercializar seus artesanatos. O município destinou um terreno com cinco mil metros quadrados, localizado no Loteamento Verdes Campos, na Estrada Rio da Paz, próximo à Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná).

Fonte: Assessoria da Câmara
Foto: Flavio Ulsenheimer