Para Porto, prefeitura está na ‘contramão’

Para Porto, prefeitura está na ‘contramão’

Uma administração que está na contramão das próprias promessas, que desvaloriza o servidor público e que corta em setores essenciais para a comunidade como na saúde e educação. Esse foi o apontamento do vereador Paulo Porto (PCdoB) à Prefeitura de Cascavel, durante pronunciamento na Câmara Municipal nesta segunda-feira (25).

Fazendo uso da tribuna da Casa de Leis, Porto culpou o prefeito Edgar Bueno pelo atual momento de gestão da máquina pública. “O momento é de dificuldade, sobretudo, para a população que está tendo que pagar por uma má gestão das finanças municipais. Vivemos um tempo de ‘estelionato’ eleitoral, pois venceu-se uma eleição com muitas promessas, vendendo uma cidade maravilhosa, mas vemos um movimento que vai ao contrário de tudo que se prometeu”, disse.

Para o legislador, há um cenário de regressão no município. “Não podemos ser irresponsáveis de cobrar todas as promessas em início de mandato, ainda que seja um mandato de continuidade, porém o que estamos presenciando é que acima do não-cumprimento está a regressão em vários pontos”, apontou.

Essa regressão, conforme Porto, fica explícita nas recentes medidas tomadas pela Prefeitura de Cascavel. “Estamos regredindo na saúde pública, com fechamento de postos de saúde; estamos regredindo na educação, com redução de número de vagas no tempo integral”, disse o vereador, citando que essas áreas eram ditas como ‘prioritárias’ na plataforma do prefeito eleito.

Outro questionamento do parlamentar refere-se ao funcionalismo público. “O programa de governo do prefeito pregava a valorização do funcionalismo público, porém neste início de mandato temos presenciado uma ofensiva aos servidores com a negação de direitos como os 33% de hora atividade aos professores e os 30% de adicional dos guardas patrimoniais”, falou Porto, lembrando que esses ganhos são direitos garantidos por leis federais e que não devem estar atreladas ao Plano de Cargos das categorias.

Porto ressaltou que irá acompanhar de forma incisiva os atos administrativos da Prefeitura e que não se furtará de fazer as cobranças necessárias. “Temos três papéis fundamentais nessa Casa de Leis; fiscalizar, propor leis e ser um interlocutor privilegiado das demandas populares com o Executivo Municipal”, concluiu o vereador.