Pedras da 163: CPI demonstra soberania

Pedras da 163: CPI demonstra soberania

Protocolada nesta segunda-feira (11/03) a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara Municipal de Cascavel que irá apurar a retirada sem autorização de pedras da BR-163 por parte da prefeitura. Para o vereador Paulo Porto (PCdoB), um dos articuladores da criação da comissão, a criação da CPI representou mais uma demonstração de soberania do Legislativo.

“Estamos conseguindo resgatar a imagem dessa Câmara, que na legislatura passada ficou marcada pela subserviência ao Executivo. Hoje, com a criação da CPI, foi uma demonstração de independência, altivez e soberania do Legislativo”, disse o comunista, ao fazer o uso da tribuna durante a sessão ordinária desta segunda-feira.

Para Paulo Porto, independente dos vereadores que forem indicados para a CPI, os trabalhos devem ser conduzidos com imparcialidade, apurando todos os detalhes e apresentando resultados. “Uma CPI não é um tribunal de exceção, mas o que se espera dos vereadores é imparcialidade, lucidez e bom senso”, falou o vereador, reafirmando que a confissão do secretário Mauricio Theodoro (PSDB) motivou a instauração da CPI.

Em seu pronunciamento, o parlamentar voltou a reforçar os papéis do Legislativo. “Volto a repetir como uma espécie de mantra; as tarefas dessa Casa de Leis são basicamente três: fiscalizar o Executivo, propor leis e ser um amplo canal de diálogo com a população para que ela volte a ser a legítima Casa do Povo e das demandas populares”.

Além de Paulo Porto, outros sete vereadores assinaram o pedido da criação da CPI: Ganso Sem Limite (PSD), Walmir Severgnini (PSD), João Paulo (PSD), Jorge Bocasanta (PT), Jorge Menegatti (PSC), Vanderlei do Conselho (PSC) e Marcos Rios (PDT).

Crédito: Victor Hugo Junior