Depoimento de vice-prefeito comprova irregularidades

Depoimento de vice-prefeito comprova irregularidades

Atendendo convocação dos vereadores Paulo Porto (PCdoB) e Jorge Bocasanta (PT), o vice-prefeito e secretário de Obras Mauricio Theodoro (PSDB) esteve nesta terça-feira (05/03) na Câmara de Cascavel para prestar esclarecimentos sobre a retirada irregular de pedras da BR-163 que foram utilizadas nas obras de reformas do Aeroporto de Cascavel.

Após mais de uma hora de explanação, a comprovação de irregularidades na ação da Secretaria de Obras, o que poderá acarretar um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) por parte do vereador Paulo Porto. Em seu depoimento, Mauricio Theodoro admitiu que não houve autorização alguma para a retirada – seja do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), seja do DER (Departamento de Estradas de Rodagens).

“Tivemos dois nãos do Mauricio Theodoro que comprovam uma grave irregularidade. O secretário admitiu que não houve autorização alguma, nem posteriormente do DER, quando se acreditava que o trecho era do Estado. Ao meu entender há um crime de improbidade administrativa e estudamos a abertura de uma CPI”, afirma Porto.

Os argumentos do vice-prefeito foram questionados por Paulo Porto, em especial a ‘pressa’ para a conclusão das obras do aeroporto para a vinda da presidente Dilma Rousseff em Cascavel. “Primeiramente  comprova uma falta de planejamento. Além disso, a pressa não pode ser argumento de um homem público”.

Porto também criticou o argumento utilizado pelo Maurício Theodoro de ‘dificuldades burocráticas’ para execução de obras. “A burocracia existe em todas as esferas, mas ela  nos impede de cometer irregularidades, como essa grave que remete a improbidade administrativa”, argumenta o vereador.

Para o legislador, mesmo fugindo do tema por diversas vezes, especialmente quando sabatinado pelos parlamentares proponentes do requerimento, a convocação de Mauricio Theodoro serviu para comprovar ilegalidades. “A vinda do secretário foi positiva, pois comprovamos que houve irregularidade. Essa Casa de Leis cumpriu um de seus papéis, que é de fiscalizar o Executivo. Só não podemos deixar que isso morra aqui, pois ao meu entender, é gravíssimo”, conclui Porto.

Crédito foto: Victor Hugo Junior