Pessoas com deficiência pedem agente de bordo no Transporte Coletivo

Pessoas com deficiência pedem agente de bordo no Transporte Coletivo

Inúmeros problemas envolvendo o Transporte Público de Cascavel têm sido apontados nos últimos dias, mas uma parte da população vem tendo ainda mais dificuldade para utilizar os novos veículos, são as pessoas com dificuldade de locomoção: os idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

Para compreender melhor como está sendo a experiência desses usuários, o vereador Paulo Porto conversou hoje (01.03) com o Presidente da Associação Paranaense de Deficientes – APD, Marcos Antônio da Silvia, e o usuário, Tadeu Janning, cadeirante que mora no bairro parque verde.

Segundo o relato de Marcos e Tadeu, alguns dos maiores problemas da nova frota envolvem o fato dos ônibus terem apenas uma porta de entrada, o que causa demora na hora do embarque dessas pessoas que tem dificuldade de locomoção.

Tadeu utiliza o transporte público diariamente e relata a dificuldade de entrar no ônibus quando há muitas pessoas no transporte. “Quando o ônibus está muito lotado o motorista não para, as vezes tenho que esperar vários ônibus passarem até eu conseguir embarcar em algum”, conta Tadeu. O usuário também falou sobre como as pessoas ficam aglomeradas próximo a porta, na pressa de saírem logo do ônibus, outra questão que dificulta a entrada das pessoas com deficiência.

Além disso, outro grande problema citado é superlotação constante do transporte coletivo nos horários de pico. “As pessoas que não tem tanta força física ou agilidade, como os idosos, gestantes e pessoas com deficiência, ficam muito vulneráveis a acidentes quando o ônibus está lotado”, afirma Marcos.

A sugestão nesse caso é de que haja um agente de bordo que auxilie o motorista pelo menos durante os horários pico. Segundo Marcos essa adequação beneficiaria todos os usuários do transporte público, já que reduz consideravelmente o tempo de embarque da pessoa com deficiência. Marcos ainda pondera que um agente de bordo a disposição dos usuários humaniza a utilização do transporte, sendo benéfica para o usuário e também para o motorista, tendo em vista que esses servidores acumulam muitas funções e nem sempre conseguem suprir toda a demanda com um atendimento de qualidade à população. Também sugerem, por questão de segurança e de agilidade, que seja acrescentada mais uma porta de entrada aos novos ônibus.

Porto apoia as sugestões apresentadas por Marcos e Tadeu e salienta a urgência em se resgatar o debate com as empresas e com a sociedade sobre a necessidade da contratação do agente de bordo.

O vereador enfatiza que com os novos modais e novos veículos a situação das pessoas com deficiência se agravou ainda mais. “É necessário trazer de volta o debate já levantado nesse mandato, de se ter agente de bordo em algumas linhas, em especial aquelas que possuem maior número de usuários em determinados horários”, relata Porto.

Paulo relembra a Lei Municipal apresentada por ele em 2016, que garantia a presença de agentes de bordo em pelo menos 30% da frota de transporte coletivo do município. A Lei que foi aprovada num primeiro momento, foi vetada pelo então prefeito Edgar Bueno.