Porto defende servidores contra reforma da previdência no PR

Porto defende servidores contra reforma da previdência no PR

O vereador Paulo Porto (PCdoB) ocupou a tribuna da Câmara na sessão ordinária de hoje (18), na Câmara Municipal, para denunciar o alinhamento entre os governos estadual e federal, que insistem, equivocadamente, em tratar os trabalhadores, os servidores públicos, como se fossem inimigos. Segundo ele, os ataques precisam ser enfrentados, com a criação de uma frente popular que faça a defesa dos direitos dos trabalhadores.
“É lamentável o triste alinhamento do governo Ratinho Júnior com o governo Bolsonaro, nestes inúmeros ataques aos trabalhadores, em especial aos servidores públicos, que estão sendo tratados como inimigos por estes dois governos”, discursou. Para o vereador, isso fica claro pelo fato de o governador Ratinho ter afirmado, recentemente, que nos próximos dias encaminhará para a Assembleia Legislativa do Estado (ALEP) a mesma proposta da reforma da previdência do governo federal, aprovada pelo Congresso Nacional. “Reforma que tira dos mais pobres para garantir aos mais ricos, reforma que precariza, de maneira brutal, o direito a uma aposentadoria digna dos trabalhadores brasileiros, reforma que originou a imensa pobreza de parte da população chilena e uma onda de suicídio por parte dos idosos”, compara.
Para o vereador, o governo Ratinho consegue “a proeza de se igualar a tragédia do governo Bolsonaro, pois ele anunciou esta proposta sem nenhum debate com os servidores, sem nenhum diálogo com os nossos sindicatos, sem nenhuma conversa com a categoria”, destaca Paulo Porto. Conforme o vereador, esse é o segundo ataque a previdência dos servidores estaduais, “O primeiro se deu ainda no governo Beto Richa, que resultou no massacre do dia 29 de abril, quando o governo do PSDB assaltou parte do Paraná Previdência, desviando oito bilhões de reais do Fundo Paraná Previdência – o que iniciou o desmonte de nossa aposentadoria, um desmonte que tem seu capítulo final na reforma de Bolsonaro, encaminhada por Ratinho Júnior”, enfatiza.
Ainda de acordo com Paulo Porto, “é verdade que os ataques deste governo aos trabalhadores vêm desde a sua posse, quando ele se negou cumprir suas promessas de campanha e se negou a pagar a data-base e, mais recentemente, quando por meio de lei especifica, acabou com as licenças dos servidores estaduais”.
“A questão é que estamos enfrentando um dos piores governos da história do Paraná, pior porque, além de não cumprir suas promessas de campanha (ou seja é um governo mente), se encontra alinhado ao que há de pior do governo federal, o que transforma o Paraná em um grande laboratório em relação às reformas e propostas do governo Bolsonaro”, compara o vereador.
Segundo avalia, a reforma da previdência proposta a toque de caixa pelo governo Ratinho Júnior, “de forma antidemocrática e autoritária”, compromete “de forma irremediável a renda dos aposentados”. Para Porto, a proposta de Bolsonaro encaminhada pelo governo do Paraná reduz o benefício para o aposentado (em alguns casos até 40%) e aumenta o tempo de contribuição em média 20%; além de diminuir o valor do benefício para quem se aposenta por invalidez. “Isto é, caso esta proposta seja aprovada, aqui no Paraná se trabalhará bem mais para se aposentar com bem menos”.
Diante disto, afirma o vereador Paulo Porto, os trabalhadores, servidores públicos estaduais e municipais, tem como uma grande tarefa política cobrar a posição dos deputados de Cascavel a respeito deste projeto. “É preciso questionar o Coronel Lee, o Marcio Pacheco e o Lemos. Lembrando que o Professor Lemos já se pronunciou frontalmente contrário a esta proposta”, diz. Para o vereador, “a verdade é que o PT, apesar de toda mentira, de toda calunia e de todos os fakenews, segue sendo a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores contra os ataques bolsonaristas. Resta saber se Marcio Pacheco e Coronel Lee ficarão a favor dos policiais, dos agentes de saúde, dos professores e demais servidores públicos ou lado de Bolsonaro e de Ratinho Júnior”.
Ao final do pronunciamento na Tribuna, Paulo Porto ainda ampliou o leque de suas preocupações, ao afirmar que “fica a expectativa de que o prefeito Leonaldo Paranhos não traga esta reforma criminosa de reforma para o âmbito municipal”.


Foto: Marcelino Duarte/Assessoria CMC