Porto visita família em situação de risco no Interlagos

Porto visita família em situação de risco no Interlagos

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Família está morando em uma mangueira para gado improvisada como casa, Porto
acompanha o caso para que a família seja incluída no sistema de habitação
pública

O vereador Paulo Porto (PCdoB)
visitou uma família que está morando em situação de risco em uma área de
preservação no Interlagos. A família que retornou para Cascavel há 15 dias
precisa de acesso as políticas públicas do município, principalmente em relação
à habitação. Porto se colocou à disposição da família, que já está sendo
atendida pelo CRAS e pela UBS do bairro.

Em reunião com a COHAVEL
(Companhia de Habitação de Cascavel), Porto procurou encaminhar a demanda por
moradia da família. “Um dos primeiros passos para se ter dignidade é ter um lugar
para viver, morar” afirma Paulo Porto. “Devemos proporcionar políticas públicas
de moradia para famílias em estado de vulnerabilidade” diz. “É uma obrigação do
poder público garantir a habitação com dignidade” conclui Porto.

Silas e Verônica tem 4 filhos
Eloá com 8 anos, Heloísa com 7 anos, Evellyn com 6 anos e Isac com 3 anos. Hoje
vivem em situação precária de moradia em um terreno público no fim do bairro
Interlagos. Mas nem sempre foi assim.

Silas e Verônica são
trabalhadores, após Silas sofrer um acidente de trabalho e perder parte dos
movimentos da mão esquerda, uma máquina de carga esmagou sua mão durante o
trabalho em um frigorífico de Cascavel, não voltou mais a trabalhar, esta
inapto ao serviço, segundo o INSS, mas mesmo assim precisou “brigar” na justiça
para poder receber o benefício, que há um ano e oito meses está suspenso. 

Sem o benefício e sem salário,
Silas e Verônica foram para o litoral paulista, onde tem familiares, com uma
proposta de trabalho. Porém essa proposta não se concretizou e passando por
necessidades, após um ano longe de Cascavel a família retornou. Para isso
contou com a ajuda dos amigos que deixaram por aqui. Amigos que estão ajudando
com comida, fornecendo água tratada para cozinhar, beber e tomar banho e com
mais algumas doações como calçados, roupas e material escolar para as crianças.

Sem trabalho e sem condições
financeiras, a família ocupou um terreno público onde construiu sua casa. Um
barraco, com um cômodo só que funciona como quarto, sala e cozinha, feito com restos
de madeira e improvisado em uma mangueira abandonada. O chão é de terra batida
e o banheiro é uma “casinha” para o lado de fora. “Foi o que eu consegui fazer
para proteger e abrigar minha família” disse Silas. Tudo bem organizado e
limpo, Verônica só pede ao esposo para arrumar um espaço para a cozinha dela.
“É difícil fazer comida no mesmo lugar que dorme” reclama, “Espero arrumar um
trabalho para poder ter a minha casa” fala com esperança.