Porto vota contra a extinção do cargo de “cuidador”

Porto vota contra a extinção do cargo de “cuidador”

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Vereador defende uma melhoria no Plano de Carreira e que terceirização irá precarizar o serviço e o prejudicado será o usuário

A extinção do cargo de cuidador no quadro dos servidores públicos de Cascavel propõe a terceirização da função como alternativa. O Executivo alega que foram feitos concursos públicos porém não houve interessados em preencher as vagas disponíveis.

Paulo Porto (PT), vereador relator do parecer na Comissão de Trabalho e Administração de Pessoal, deu parecer e voto contrário a extinção do cargo, porém foi voto vencido na Comissão, “Voto contra ao Projeto de Lei de extinguir o cargo de cuidador no nosso quadro de carreira municipal, por um simples motivo, é uma questão de concepção de política pública” afirma Porto que entende que a extinção do cargo e terceirização é a precarização desta política pública.

O gestor público deve rever a estrutura do plano de carreira do cargo, sem um plano atraente e com salário baixo as vagas não serão preenchidas e assim o Executivo justifica a terceirização do serviço. Porto observa que já no início da gestão esta é a postura “Em vez de se fortalecer as ações na perspectiva da coisa pública, se aposta na terceirização em detrimento da própria política” afirma. No início da gestão houve a tentativa de terceirização da merenda escolar, terceirizou as zeladoras da SEMED (Secretaria Municipal de Educação) e agora com o cargo de cuidador na SEASO (Secretaria Municipal de Ação Social). “A verdade é que esta gestão tem respeitado pouco o serviço público e especial o servidor público, nesse ponto Paranhos se alinha tanto a Bolsonaro quanto ao Ratinho, e elege o servidor público como inimigo número um de seu governo” declara Porto. Para o vereador, ao mirar nos servidores o Executivo atinge também os usuários que os benificiários de um serviço de boa ou de má qualidade, um serviço que o respeitará como usuário ou um serviço de caráter terceirizado cujo o único objetivo é o lucro do contrato. “O que esta por trás das terceirizações não são apenas os ataques aos servidores de carreira, mas um profundo descompromisso com o usuário, com a população, em especial os mais carentes, e os que mais necessitam de políticas públicas e de governo” afirma defendendo que é um projeto contrário aos interesses dos usuários, que é um projeto que apenas aposta na precarização das políticas públicas, justificando os motivos de seu voto contrário.