Representantes de movimentos sociais utilizam tribuna para criticar reforma da previdência

Representantes de movimentos sociais utilizam tribuna para criticar reforma da previdência

Representantes de movimentos sociais e sindicatos do município de Cascavel utilizaram a tribuna do povo nesta manhã (03.06), para pedirem aos vereadores que se posicionem contra a Reforma da Previdência (PEC 6/2019) que está em votação na Câmara dos Deputados.

Segundo o coordenador do sindprev, Moacir Lopes, a Reforma apresentada pelo governo Bolsonaro não resolverá os problemas econômicos do país. “A reforma da previdência apresentada hoje não vai resolver o problema do país, não vai fazer o país sair da crise que está, com 13 milhões de desempregados e 28 milhões de pessoas em situação de subemprego”, relata.

Moacir, que também servidor público, sugere que seja debatido com a população a questão previdenciária, mas que se tenha em vista as empresas que devem grandes valores a previdência. “Vamos debater a previdência como um todo, um debate sério. Sem essa mistificação de que a culpa é do servidor público, que é do trabalhador, nem de quem está recebendo auxilio doença, porque essas pessoas também já contribuíram um dia”, defende Moacir.

Joaquim Ribeiro, servidor público federal, também relata que a reforma apresentada não representa benefício aos trabalhadores e que, pelo contrário, estes é que serão os mais prejudicados. ”Estão prometendo uma economia de um trilhão de reais em 10 anos, ocorre que 90 % desses benefícios que hoje são pagos pela previdência social, chegam no máximo a dois salários mínimos”, afirma.

Ambos apelaram aos vereadores da casa para que pressionem os deputados federais próximos aos seus mandatos a não apoiarem a reforma. Bem como avaliarem junto aos seus eleitores, ponto a ponto a proposta apresentada.

As mulheres foram especificamente apontadas como uma das populações mais afetadas caso a reforma seja aprovada. “Nós mulheres afirmamos que essa reforma for aprovada os impactos serão enormes. Não é retirando direitos sociais e previdenciários dos mais pobres, em especial mulheres, idosos e trabalhadores rurais que a economia do país vai crescer. Pelo contrário, deixará de girar no comércio local de nossa cidade valores significativos e de impacto imediato”, relata Silvana Campos, do Movimento de Mulheres Camponesas, também.

Maria Lucia Pereira, representante da Marcha Mundial das Mulheres, também reafirma como as mulheres serão prejudicadas, alertando para as duplas e até triplas jornadas de trabalho em que são submetidas, com o serviço doméstico e cuidado dos filhos, além de trabalhar fora. “Seremos prejudicadas no tempo de contribuição, nas pensões e por tantos outros motivos. Uma mulher não envelhece como um homem, nosso corpo é espaço de produção de outro ser humano”, aponta.