Porto apresenta voto de louvor ao jornalista que denunciou o escândalo da “VazaJato”

Porto apresenta voto de louvor ao jornalista que denunciou o escândalo da “VazaJato”

O vereador Paulo Porto (PCdoB) apresentou hoje (16) na sessão da Câmara Municipal requerimento de votos de louvor ao jornalista Gleen Greenwald, que há pouco mais de um mês vem denunciando a parcialidade do Judiciário ligado a Operação Lava Jato, um escândalo que ficou conhecido como “VazaJato”.  No requerimento apresentado e lido em plenário, o vereador justifica lembrando que o fundador e editor do The Intercept vem agindo com “coragem e competência no trabalho de jornalismo investigativo que escancarou o “modus operandi” parcial e político de parcela do Judiciário e do Ministério Público brasileiros, em especial aquela ligada à famigerada Operação Lava Jato, que perseguiu políticos e condenou sem provas”.

Na justificativa, Porto destaca que o jornalista Glenn Greenwald é vencedor de diversos prêmios, entre eles o Pullitzer, por reportagens sobre os escândalos de espionagem global da Agência de Segurança Nacional, dos EUA, no periódico britânico The Guardian, e do Prêmio Esso de Excelência em Reportagens Investigativas no Brasil, por artigos sobre o mesmo assunto, no jornal O Globo, tendo sido o primeiro jornalista estrangeiro a ser agraciado com tal honraria.

“Após a divulgação da NSA, foi um dos fundadores do The Intercept, que possui uma edição internacional e uma edição brasileira. Além de jornalista, Greenwald é advogado constitucionalista e autor de quatro livros entre os mais vendidos do New York Times na seção de política e direito”, assinala.

Para o vereador, o voto de louvor a Gleen Greenwald é também como forma de homenagem a todos os jornalistas “que honram o mister investigativo e informativo”. Conforme argumenta o vereador, “a outorga de votos de louvor tem o condão de reconhecer a importância de uma imprensa livre e independente para a manutenção dos pilares do estado democrático de direito, em especial os direitos de todo cidadão ao devido processo legal, ao direito à ampla defesa e à presunção de inocência até prova em contrário”, assinala.